Política de Segurança da Informação
Esta política descreve como Balizahub Ltda., CNPJ 68.962.723/0001-05, São Caetano do Sul, SP (marca Baliza) protege o Journey e os dados dos clientes. Ela reflete os controles que estão em operação hoje. Quando um controle ainda não existe, a política diz isso e informa o prazo.
1. Escopo e princípios
Aplica-se ao serviço Journey (agente instalado nas estações, APIs, banco de dados, painel web) e às pessoas que o operam. Princípios: coleta mínima (metadados de uso, nunca conteúdo), dados no Brasil, acesso pelo menor privilégio, tudo registrado, verificável por terceiros.
O cliente é o controlador dos dados pessoais dos seus colaboradores. A Baliza é a operadora e trata os dados somente para prestar o serviço contratado.
2. O que o agente coleta e o que nunca coleta
Coleta: aplicativo em primeiro plano, título da janela, domínio do site, volume de teclas e cliques, tempo ativo e ocioso, eventos de arquivo em pastas de trabalho (nome e caminho), bloqueio e desbloqueio da sessão, estado ligado ou desligado de microfone e câmera em aplicativos de reunião.
Nunca coleta: teclas digitadas, imagens de tela, áudio, vídeo, conteúdo de arquivos, e-mails, mensagens ou senhas. Isso é regra de código, não configuração. O contador de teclado só incrementa um número. Períodos de 10 minutos sem qualquer interação são descartados na origem.
Desde a versão 0.6.14 o agente não consulta nenhum serviço externo de geolocalização por IP. Sem GPS, a cidade é resolvida no servidor com base local.
3. Onde os dados ficam
APIs no Google Cloud Run, região de São Paulo (southamerica-east1). Banco de dados PostgreSQL no Supabase, região de São Paulo (AWS sa-east-1). Cópias lacradas das evidências no Google Cloud Storage, região de São Paulo, com retenção de 7 anos. Segredos no Google Secret Manager, com replicação restrita a São Paulo.
O painel é entregue pela Vercel e não persiste telemetria. O único fluxo que sai do país é o assistente de IA (Google Gemini), que recebe apenas números agregados e códigos no lugar de nomes de pessoas: nenhum nome de colaborador sai para a IA.
Subprocessadores: Supabase, Google Cloud, Vercel, Stripe (pagamentos), Resend (e-mail transacional), Serpro (carimbo de tempo ICP-Brasil), DigiCert (carimbo de tempo internacional).
4. Proteção em trânsito e em repouso
HTTPS com TLS em todas as camadas: agente para API de ingestão, painel para API, API para integrações. Criptografia em repouso gerenciada pelos provedores (Supabase e Google Cloud). Nenhuma credencial em código ou repositório.
5. Identidade e sessão
Login por senha ou por SSO Microsoft Entra. Segundo fator obrigatório: código de uso único enviado por e-mail (ou TOTP quando configurado). Limite de tentativas de login por usuário e por origem, com bloqueio temporário.
A sessão do painel vive em cookie HttpOnly, Secure e SameSite. O token nunca fica acessível ao JavaScript do navegador. Sessão expira em 8 horas. Chamadas com efeito exigem origem do próprio site (proteção contra CSRF). O painel envia cabeçalhos de segurança (HSTS, política de conteúdo, proibição de iframe).
6. Autorização e isolamento
Perfis: administrador global, RH e gestor, com permissões granulares por módulo. O escopo por empresa e equipe é decidido na API a cada requisição. Esconder algo do menu nunca é a única barreira: o módulo bloqueado responde erro de permissão.
Cada cliente fica isolado: esquema próprio no banco compartilhado ou ambiente dedicado (projeto, banco, painel e bucket exclusivos) no plano Enterprise. O plano de controle da plataforma tem segurança por linha e nenhum acesso anônimo.
7. Agente nas estações
Serviço Windows com runtime embarcado. Atualização automática só instala pacotes cujo hash SHA-256 confere com o manifesto publicado. Comandos remotos limitados a operações predefinidas (por exemplo, coletar logs). Cada dispositivo se autentica na API de ingestão com token próprio (nuvem Journey) ou chave de origem (ambiente dedicado).
Assinatura digital do instalador com certificado EV: certificado adquirido, emissão em andamento pela autoridade certificadora. Até lá o instalador é verificado por hash SHA-256 publicado.
8. Registro e auditoria
Toda chamada autenticada à API gera um registro: quem, o quê, alvo, origem e horário. O cliente consulta a trilha no painel, em Gestão, Auditoria, com filtros por período, pessoa, alvo e rota, e exporta em CSV. Também ficam visíveis o que a IA classificou, os selos de integridade, as permissões vigentes e cada acesso de suporte. Retenção da trilha: 400 dias.
9. Integridade das evidências
Todo registro bruto entra em lotes com hash encadeado ao anterior. Um selo diário recebe carimbo de tempo de terceiros: DigiCert (RFC 3161), OpenTimestamps (blockchain do Bitcoin) e, nos planos pagos, ICP-Brasil emitido pelo Serpro. Uma cópia lacrada vai para armazenamento com retenção de 7 anos. O verificador é aberto: um perito recomputa tudo sem depender da Baliza nem do cliente.
10. Desenvolvimento e mudanças
Código versionado em repositórios privados com integração contínua: build, verificação de dependências com vulnerabilidade conhecida (falha em severidade alta ou crítica) e varredura de segredos a cada alteração. Segredos vivem apenas no cofre do provedor. Alertas de segurança do banco chegam por e-mail ao operador.
Ainda não temos teste de intrusão de terceiro nem certificação ISO 27001 ou SOC 2. Um teste de intrusão externo está em avaliação. Este é o único item desta política que descreve uma intenção, e está marcado como tal.
11. Continuidade
Backups diários automáticos do banco pelo provedor, com 7 dias de retenção. Serviços sem estado, redeployáveis a partir do código. Meta de disponibilidade mensal de 99,5% para o painel e para a ingestão, medida pelos provedores. SLA contratual com créditos só no plano Enterprise.
12. Revisão
Esta política é revisada a cada mudança relevante de arquitetura e ao menos uma vez por ano. Dúvidas e solicitações: contato@balizahub.com.
